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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Eu e Argel em 1994

O ano era 1994 e eu estava debruçado na minha mesa de futebol de botão jogando um Inter x São Paulo em uma fictícia final de campeonato. O São Paulo era o time da década, tinha perdido a final da Libertadores daquele ano para o Velez e o meu Inter estava mal, não se classificou para as quartas de final do Campeonato Brasileiro, foi eliminado também nas quartas pelo Ceará, e o que salvou foi o Gauchão daquele ano.
O time era bom, mas não "deu liga". Neste se destacava um jovem zagueiro com muita personalidade, que "sabia bater" (eu que nunca tive muita habilidade me identificava com o jogador). Argel. Ele foi meu ídolo futebolístico do Inter até a vinda de Carlos Gamarra, admirava a sua garra, a sua dedicação em campo e o prazer que ele tinha em vestir a camisa do colorado. Agora é técnico do clube de seu coração. Tomara que dê certo a sua contratação. Será muito difícil, mas como disse Winston Churchill: 
"O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; 
o otimista vê oportunidade em cada dificuldade".


Segue um dos poucos gols que Argel fez no Inter:






segunda-feira, 19 de abril de 2010

Patrocínios pontuais no Campeonato Gaúcho

Na final do segundo turno do Gauchão o Pelotas apresentou dois novos patrocínios, estes só para esta partida, a Piá Alimentos (na parte frontal e nas costas da camisa), que tem como razão social: Cooperativa Agropecuária Petrópolis LTDA Indústria de Alimentos e a Win Sports (na parte das costas da camisa e calção).

A Piá Alimentos é uma Cooperativa que produz diversos alimentos derivados do leite, por sinal gosto muito dos produtos deles. Eles já fizeram uma ação parecida com o Juventude em um jogo contra o mesmo Inter, mas não utilizaram patrocínio nas camisas. Os jogadores da equipe alviverde entraram em campo com bonés da marca, e distribuíram para os torcedores, bem como os promotores ofereceram degustação dos alimentos para os torcedores.

Já a Win Sports é uma empresa de artigos esportivos que detém diversas lojas na cidade de Porto Alegre e na região metropolitana da mesma. Ultimamente esta vem investindo pesado em eventos de corrida e conforme consta é a primeira vez que ela expõe a sua marca em uniformes de clubes.
Abaixo as fotos dos patrocínios:


Parabéns ao Pelotas pela superação e pela campanha.





sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cenas de um feriadão

No último feriadão fui para Tramandaí, visitar meus avós e pegar uma praia. Sol mesmo só na sexta e no sábado de tarde, a noite começou a esfriar e choveu horrores, tanto que na volta para Porto Alegre não deu tempo de chegar par ir no jogo do Inter, pois a viagem foi abaixo de chuva e a viagem demorou um pouco mais do que o normal.

Quando vou ao litoral não podem faltar certas elementos, como o sagú da vó, e o Crepe no centro, sim o crepe de areia como fala a minha tia.
Na realidade, é a Ana (minha noiva) que não pode ir pra praia e deixar de comer um.
A caminhada na beira da praia, e a bandinha no centro

Fotos de um feriadão em Tramandaí
O crepe sendo devorado por mim.

A cachorra esperando receber um osso do churrasco...
...enquanto isso o pássaro come a ração da cachorra.
Os Quero-queros invadindo o pátio da vó.

E por fim, o sagú da vó.

Que venham os outros feriadões...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Numeração fixa e camisas comemorativas

Ontem fui ao Beira-Rio para ver meu colorado em campo. Primeiro tempo ruim, segundo tempo bom.

Mas esse não é o assunto de hoje. Volto a falar sobre a numeração fixa e as camisas dos clubes de futebol que saem dos padrões tradicionais de suas cores.

Vendo o jogo e o ouvindo na rádio Guaíba escutei o grande narrador Aroldo de Souza criticar a numeração de “time de basquete” que o Atlético mineiro utiliza. Este mesmo e sua equipe também criticaram o Sport, que utilizou a sua camisa em tons dourados contra o mesmo Inter.

Agora eu me pergunto qual o implicância destes radialistas/jornalistas com esta prática? Esta colocação se estende também aos profissionais da Rádio Gaúcha e Rádio Bandeirantes.

No futebol de hoje o torcedor quer maior identificação com o seu ídolo, e o número da camisa representativo do mesmo representa uma glória para o fã. Imagina a criança de oito anos usando a nº 10 do D’alessandro ou a 9 do Fernandão. É uma pena que são poucos os clubes que adotam esta medida.
Vale ressaltar que sou contra a numeração muito alta. Explico. Ontem tinha um jogador do Atlético com o número 77, e o Dentinho do Corinthians que usou a 99. Aí já é demais.

Volta a falar sobre as camisas comemorativas.
Estas promovem uma data especial do clube ou representam um “sentimento” do mesmo. E não vejo nada demais o Corinthians jogar com o roxo, o Palmeiras com o Azul e o Sport com tons de dourado; é só uma opção para o torcedor expressar a sua paixão e o seu orgulho, ainda mais que normalmente estas peças são muito bonitas.

E com certeza os clubes não adotarão estes uniformes como titulares; então mídia esportiva do rádio de Porto Alegre, relaxem e curtam o futebol...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

100 anos de Gre-Nal

No próximo domingo acontecerá o clássico que comemora os 100 anos do Gre-Nal.

Este jogo, que não é apenas uma partida, mas sim uma verdadeira “guerra” dentro das quatro linhas, onde os times se equiparam nas qualidades e onde não há um favorito.

Aproveitando este evento a direção dos dois clubes poderia realizar alguma ação de marketing para a promoção deste jogo, mas não há notícias sobre qualquer tipo de promoção vinda do departamento afim.


Logo que fiquei sabendo que este ano se comemorava esta data pensei na realização do jogo com os clubes vestindo as mesmas camisas do primeiro clássico, lá em 1909. Mas pelo jeito as direções não se mexeram e perderam uma grande oportunidade para vender mais camisas.


Falando nisso no dia 27/01/2008 Ceará e Fortaleza se enfrentaram no Castelão, e estes estavam usando uma réplica da primeira camisa usada por cada clube, o Ceará se chamava Stella e o Fortaleza o Rio Branco.


Fonte das fotos: www.minhascamisas.com.br

sábado, 4 de abril de 2009

INTERNACIONAL 100 ANOS

A minha primeira lembrança de torcer por futebol é datada de 1992, ano em que o Sport Club Internacional ganhou a copa do Brasil. Meu pai foi a este jogo, eu, minha mãe e meu irmão (sem entender muita coisa, pois ele tinha três anos) ficamos sofrendo pelo radinho. Ao final, o Inter sagrou-se campeão com um pênalti chorado nos instantes finais do jogo... chorei muito... chorava mas não entendia o motivo, seria aquilo emoção? Seria aquilo o que meu avô dizia que era paixão pelo futebol? Eu só gritava e pulava e corrida dentro do meu pátio.

Foi no instante em que meu pai chegou em casa que eu entendi o que se passava comigo... ali eu vi que eu era colorado, não pelo título, não pelo motivo de meu pai ter vindo caminhando do Beira Rio até a minha casa (são uns 7 km), foi pelo fato de perceber que mesma emoção que meu avô, meu pai estavam sentindo era a mesma que a minha. Foi perceber o que era aquele brilho no olho quando eles falavam dos títulos do passado, da festa no estádio e do orgulho de vestir a camisa vermelho dos pampas, foi perceber que por alguns instantes é possível esquecer o resto do mundo e seus problemas e torcer, sofrer, gritar, chorar, xingar, se alegrar por um clube de futebol.

Abaixo uma amostra da campanha do Inter para o centenário:


Agradeço ao meu pai e ao meu avô por me ensinarem a ser colorado, pois não me imagino vestindo outra cor se não o vermelho. Não conseguiria entrar em outro estádio com a mesma desenvoltura que ando pelas arquibancadas do gigante, onde vivi alegrias, tristezas e principalmente onde aprendi a ser igual a todo mundo, pois somos todos irmãos.

Ao escrever estas palavras meus olhos enchem de lágrimas só de pensar neste amor. Amor que não é medido, que não é o mesmo que se sente pelas pessoas próximas (viu Ana), é algo inexplicável e indescritível.

Fico um pouco chateado porque não vou poder participar das festividades deste dia tão importante, pois estou trabalhando, mas estou aqui vestindo a camisa do Colorado cheio de orgulho por tantas emoções vividas nestes meus 24 anos; e não vai ser isto que vai apagar este brilhante dia.